sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A insistência em tentar ver as coisas da melhor forma possível implica no quanto você esta disposto a encarar a realidade e levar em consideração que o que vê é irrefutavelmente fruto da sua imaginação.
A minha imaginação é muito fértil. 1 segundo para uma vida inteira na minha cabeça... as vezes é engraçado, na maioria confesso, mas as vezes não é e eu choro porque matar uma invenção é dar fim a um fio criativo. Mas eu choro sempre, por qualquer coisa que eu realmente sinta lá, onde o que é tátil e áspero não ultrapassa o limite da superfície. "Lá" quer dizer muito dentro e que dói de felicidade ou de tristeza ou de medo ou de todas as coisas que os sentimentais e os artistas sentem(ou deveriam sentir) na pele. Isso é o que diz logo ali no começo... uma imaginação quase infantil, que vê com o coração e nada de visão. Conviver e viver com as sujeiras do mundo, pesa. Me apodrece e não, não serei carne moída... sou massa pensante e nem por isso posso afirmar que existo, como fez Descartes diante toda sua sabedoria filosofal (a qual não desmereço, inclusive levo pra vida.) no momento que duvidou de sua existência.
Mas a questão é que seria muito simples dizer que meu marido me trocou por uma mocinha mais jovem, do que: e o amor com as folhas do outono, na primavera se esvaiu por entre os dedos como a areia fofa de praia. Que lindo... Tendencio á escrever, ver e viver assim. A fumaça do cigarro que tem aroma conhecido de meu olfato não tem forma de fumaça e sim de um corpo escultural de mulher que baila ao som de Stroks hihua! Chamo de: alucinações simpáticas espontâneas. Ah! são ótimas. Mas estando ciente desta condição maravilhosa é importante manter a atenção e observar que o resto do mundo não vê poesia num asfalto rachado, mas tuuuuudo bem, adaptação é a capacidade dos que sobrevivem. MAs não quero sobreviver eu quero Viver. E quero viver na maior intensidade e dançar e cantar e voar e amar... amar muito, amar desde a cadeira até o meu amante, até tudo que cabe dentro de um coração humano. Sou livre e a liberdade é uma coisa muito séria. Sou livre até onde o limite do rio vira cachoeira...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Faz TEMPO que ela não escreve aqui...