"Tudo é corpo e nada mais. Alma é apenas o nome de qualquer coisa do corpo. Há mais razões no teu corpo do que na tua melhor sabedoria"
(Nietzsche)
"Com que se ocupa Lady Macbeth no ponto culminante de sua tragédia? - Com o mero ato físico de lavar uma mancha de sangue em sua mão." Stanislavski
Pela janela viu um todo de céu,não durou mto,o proximo ponto de vista seria como seus olhos,dois focos de luz que lhe atravessaram a alma. Tudo exisitiu,TUDO. Foi então que percebeu que aquilo, aquele turbilhão de sensações era o que se sente quando agente morre...Não. Não se sente quando morre... se sente quando está vivo. É a mais plena vida. Isso também não durou muito. A pupila dilatada pela bebida virou um risco com a intensidade da luz dos faróis, a música do rádio nunca fora tão alta,o gosto de amora do campo manchou seus dentes. A consciência ficou por ali, meio vida meio morte. Não tinha saída, o choque dos automóveis era iminente. Mas esse não foi o fim.Não necessariamente as coisas precisam ter um fim, ainda mais triste. Nem tudo tem um fim, só param de existir, param de ser dentro do universo, não fazem mais parte desta realidade.Fazem parte da memória, e não cabe julgar uma memoria merecedora ou não de lembrança, é por isso que a história é escrita.