domingo, 21 de novembro de 2010


Noite, era noite tenho cereteza!
Aí eu to correndo no meio dessa noite.
Tá claro por causa da lua cheia e eu to correndo.
Encontro um deque. Deviam ter uns barcos por ali , mas tava tudo deserto, meu coração desconcerto.
Aí eu sentei no deque. Até onde os olhos alcançavam havia um lago azul marinho de noite.
eu sentei e os meus pés ficarem casa vez mais gelados e gelados; eu tava mergulhando e nem percebi. Na verdade eu deveria ter pulado mas não o fiz!
Tinha uma músiquinha, dessas de elfos e fadas... eu tava era sentindo uma pressão na cabeça que quase me esplodiu.
O lençol manchou de sangue. Sentei na berada da cama, olhei meus pés no chão, olhei tudo em volta. Novembro já é calor e eu tinha um frio de congelador.
Só escorreu, tristeza abaixo, gotas de sangue no meu pé. É o que acontece quando se sente tristeza de verdade... ela sangra.... e não dói, só te congela a alma e o coração.

sábado, 20 de novembro de 2010

tuas ideias não correspondem aos fatos...
(cazuza)
não tinha notado como ele canta bem, acho que deveria ter cantado mais na vida... acho que preferiu ser meu pai, eu gostei da escolha.
A cidade me pareceu muito interessante as 19e30 da noite num balançante onibus com o sol e a lua quase se encontrando pra dar o beijo derradeiro....

desta noite pra a eternidade...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Quero ser feio para ser ator de verdade; quero ser pedra pra sentir a pisada; Eu quase não consigo me mexer dentro deste escafandro; desconfio não conseguir pisar na Lua, a que lamento e desejo como o vampiro anseia sangue; mais eu acho, e isso eu acho mesmo: En la vida nada es mentira o verdad, todo depend del color...; Estamos todos presos do lado de fora de um abraço; Pena de liberdade perpétua - Dói; É que as minhas palavras engordam na Tv, e eu afino e tremo só de pensar em te perder; O medo que me assombrou aquele dia na praia se assemelha ao suor frio que escorre agora pela minha testa; ...o mundo será bom com vc, quando você for bom com mundo.

Hoje a televisão estava formidavelmente apreciável.

Escrito por mim mesma e pelo mundo todo...
tu tu tu

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não é que me toque deste lado,
embora apenas haveria de saber
que deveria ter insistido um poco mais
em vez de ficar vendo a vida passar em flashes
verdes mas bem claros, que a pele alisa e me ofusca
sem ao menos se esforçar para enterder.
E que o espaço que tampo com o rombo da peneira
não há de saciar qualquer indiscutível e ínfimo
soluço que quase explode na garganta, mas que ando me controlando.
Que vou parar de ver, porque ver demais esta corroendo
o que pouco a pouco construi e que seria minha foz.
Ta vazando. Alguem me socorre, senão eu escorro pelo ralo.
Seria duro não poder pensar e mais duro ainda constatar que
não fala porque pensa e sim porque pensa que não deveria falar.
É uma pena. E ainda não me levam a sério.
Naquela tarde eu realmente não estava conseguindo respirar...era só me escutar.