sábado, 1 de setembro de 2012

Como uma febre, invadia seus pensamentos todas as manhãs. Seus não, meus pensamentos. Tinha o gosto amargo do gym envelhecido, da noite passada. Bebida de mulher fraca. No bloco de notas a vida desorganizada. O coração era o espelho em cacos no chão, do copo que escorregara de minha  mão, bem a sua frente. Podia espelhar-se em caquinhos. A maquiagem escorrida manchava o vestido florido, a sola descolada da bota fazia nehc nhec quando caminhava. Nada disso tem nexo.
Nexo:
Nusca mais vou te ver. Nunca mais tocarei seu corpo. Não poderei e nem você ao meu. não temos mais esse direito. Sinto o desespero de quem perde o total controle do carro na chuva em alta estrada, sou incapaz. Neste momento contraio tanto meu abdomen que ele não aguenta e relaxa involuntariamente. Sinto fraqueza de quem não come a muitos anos, meus pés e mãos tremem gelados e minha cabeça pende para frente. Um grito sobe pela minha garganta, ele vem do meu útero  e tenciono o pescoço na tentativa de contê-lo. Meus rosto possui uma forma estranha, faço caretas horriveis. Meus lábios são uma furadeira barulhenta. Não sei o que fazer com as mãos, imagens de lembranças transbordam e abrem buracos de cigarro em meu vestido. A queima-roupa, ferro e fogo sobre a pele doeriam menos. Minha cabeça vai de um lado ao outro guiada pelo nariz que frustradamente não encontrara o perfume que anseia, está longe e a cada segundo mais.Sinto a aspereza do toque da barba na minha pele. Pele, a minha que esta marcada e já não há volta para todas essas tatuagens.