sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
"Há falta de personalidade, que gera cópias imperfeitas, cópias mal feitas de pessoas que surgem e multiplicam. Pessoas assustadas. Pessoas caladas. Com medo de rejeição. Falta comunicação. São muitos. Uma mudança me mostrou um outro caminho. Escolhi o novo, o desconhecido. Resultado, passei a não fazer mais parte dessa maioria. Na dança que segui, as pessoas que conheci me ensinaram a ver e viver a vida de uma forma única.
Uma oportunidade. Um momento que mudaria sua vida para sempre, abrindo as portas para vários outros. Aproveite o máximo e esteja sempre alerta, porque quando você menos espera algo pode mudar sua vida inteira. Cuidado, é fácil não perceber, deixar passar... Depois, nesse caminho só de ida, temos alternativas para escolher, mas nunca o resultado de uma será igual ao da outra.
Você pode ter tudo que você quer, é só fazer acontecer. Esteja sempre preparado. "
(V.K.)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Ele: ei, como se escreve isso?
Olhei pra ele... olhei pro objeto de papel que eu tinha feito... não me assustei quando vi o pequeno pássaro "papelado" voar delicadamente para a moça que preparava o café. Como se ela não existisse ele chegou bem perto da orelha dela, tão perto que poderia ter contado um segredo, e pousou encima de uma torneira que tinha a forma de um T. Não permaneceu ali por muito tempo. Achei que ia voltar para a nossa mesa, mas ele pousou ao lado de um casalzinho. O namorado sem querer derrubou todo o sorvete na mesa... a mancha era um grande S de sorvete!!! Minhas mãos inquietas, que em pouco tempo fizeram uma pilha de bolinhas de papel, alinhavam as bolinhas aleatoriamente. O pássaro pequenito veio e se acomodou bem na pontinha do meu nariz. Acho que fiz uma careta, balancei a cabeça para ele sair dali... ele se deixou planar bem no meio das minhas bolinhas. Que atrevido! estragou meu desenho. Um segundo depois, vi que ele parou no meio do meu semi-circulo de bolinhas de papel... era um U! E lá foi ele, a bancada com comidinhas era seu destino, mas não estava voando, era mais um sopro. Ele parou encima da única flor que havia por ali - era uma Rosa rosa, mas era o R que ele queria. Alguém tentando fechar a porta do banheiro acabou fechando o próprio dedo e soltou um grito surdo e abafado: - uuuuuuuuu!!!! e eles se perderam no ar... ficariam por ali flutuando. O pássaro foi muito esperto, tirou o último U e trouxe para mim!
Outro sopro o levou para o lugar onde eu o havia posto, na boca de um copo meio-cheio de cerveja, bem do lado de uma janela que mirava para a esquina da rua daquele lugarzinho pequeno e aconchegante...
Olhei de novo para o meu perguntador, ele estava com um olhar apreensivo, acho que mergulhei nos meus pensamentos por mais de 5 segundos dessa vez. Respondi escrevendo com o dedo indicador na mesa: T-S-U-R-U! e continuei:
- TSURU! Se você fizer mil desses... diz a lenda, você ganha o direito à um único pedido!
Olhei pra ele... olhei pro objeto de papel que eu tinha feito... não me assustei quando vi o pequeno pássaro "papelado" voar delicadamente para a moça que preparava o café. Como se ela não existisse ele chegou bem perto da orelha dela, tão perto que poderia ter contado um segredo, e pousou encima de uma torneira que tinha a forma de um T. Não permaneceu ali por muito tempo. Achei que ia voltar para a nossa mesa, mas ele pousou ao lado de um casalzinho. O namorado sem querer derrubou todo o sorvete na mesa... a mancha era um grande S de sorvete!!! Minhas mãos inquietas, que em pouco tempo fizeram uma pilha de bolinhas de papel, alinhavam as bolinhas aleatoriamente. O pássaro pequenito veio e se acomodou bem na pontinha do meu nariz. Acho que fiz uma careta, balancei a cabeça para ele sair dali... ele se deixou planar bem no meio das minhas bolinhas. Que atrevido! estragou meu desenho. Um segundo depois, vi que ele parou no meio do meu semi-circulo de bolinhas de papel... era um U! E lá foi ele, a bancada com comidinhas era seu destino, mas não estava voando, era mais um sopro. Ele parou encima da única flor que havia por ali - era uma Rosa rosa, mas era o R que ele queria. Alguém tentando fechar a porta do banheiro acabou fechando o próprio dedo e soltou um grito surdo e abafado: - uuuuuuuuu!!!! e eles se perderam no ar... ficariam por ali flutuando. O pássaro foi muito esperto, tirou o último U e trouxe para mim!
Outro sopro o levou para o lugar onde eu o havia posto, na boca de um copo meio-cheio de cerveja, bem do lado de uma janela que mirava para a esquina da rua daquele lugarzinho pequeno e aconchegante...
Olhei de novo para o meu perguntador, ele estava com um olhar apreensivo, acho que mergulhei nos meus pensamentos por mais de 5 segundos dessa vez. Respondi escrevendo com o dedo indicador na mesa: T-S-U-R-U! e continuei:
- TSURU! Se você fizer mil desses... diz a lenda, você ganha o direito à um único pedido!
Ele: - mmm... você me ensina?
Eu: - outra hora...
Eu: - outra hora...
(Pensamentos papelados)
M.P
M.P
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A saudade
sábado, 17 de janeiro de 2009
Passeio pelas estantes da biblioteca. Os livros me dão as costas. Não para me rejeitar como as pessoas: são convidativos, querendo apresentar-se para mim. Metros e mais metros de livros que nunca poderei ler. E sei: o que aqui se oferece é a vida, são completamente à minha própria vida que esperam para ser postos em uso. Mas os dias passam rápido e deixam para trás possibilidades. Um único desses livros talvez bastasse para mudar completamente minha vida. Quem sou eu agora? Quem eu seria então?
(B.M.B.B)
(B.M.B.B)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Naquela sala quadrada que só tinha um piano, uma parede espelhada e um rádio como adereços de cena, estavam os três sentados no chão como se fosse crianças exaustas depois de brincar um dia inteiro. Era uma tarde cansada e apenas aquele raio de sol entrava na sala pela fresta que a cortina fazia quando era balançada pelo vento. E tinha música também, estava ali desde o começo, mas foi só quando canssei e deitei na perna dele que percebi a música. Acho que foi porque fiquei quieta por mais de um minuto.
Ele desembaraçou o meu cabelo com a ponta dos dedos, os mesmos que a pouco seguravam um toquinho de cigarro. Permaneci quieta, os outros dois falavam e falavam e falavam... o sol avisava que já entardecia, entrava na sala direto nos olhos dele, que para mim parecia duas luas ensolaradas!E ela continuava a falar.Vez ou outra era requisitada, mas não era preciso mais do que um sorriso ou um piscar de olhos para que compreendessem que eu só queria ficar ali, parada, com ele mexendo devagarzinho no meu cabelo. E a outra falando de futebol. Ela soltou o cabelo, esparramou-se pelo chão como se fosse um estrela-do-mar preguiçosa e não parava de contar histórias da menina que era. Garota divertida e geniosa.
Às vezes era a vez de um ou de outro contar histórias felizes, contos tristes, verdades envergonhadas e fofocas fofocadas. Ele falou de coisas de muito antes e de coisas de muito agora. Não me lembro bem, mas devo ter falado apenas sobre fofocas...
E o tempo não avisou, ficou quietinho esperando que a cena não terminasse. Mas já era hora, hora de ir pra casa, e a cena ali permaneceu... CEna congela!
( -Horas a meio-fio-)
M.P
Ele desembaraçou o meu cabelo com a ponta dos dedos, os mesmos que a pouco seguravam um toquinho de cigarro. Permaneci quieta, os outros dois falavam e falavam e falavam... o sol avisava que já entardecia, entrava na sala direto nos olhos dele, que para mim parecia duas luas ensolaradas!E ela continuava a falar.Vez ou outra era requisitada, mas não era preciso mais do que um sorriso ou um piscar de olhos para que compreendessem que eu só queria ficar ali, parada, com ele mexendo devagarzinho no meu cabelo. E a outra falando de futebol. Ela soltou o cabelo, esparramou-se pelo chão como se fosse um estrela-do-mar preguiçosa e não parava de contar histórias da menina que era. Garota divertida e geniosa.
Às vezes era a vez de um ou de outro contar histórias felizes, contos tristes, verdades envergonhadas e fofocas fofocadas. Ele falou de coisas de muito antes e de coisas de muito agora. Não me lembro bem, mas devo ter falado apenas sobre fofocas...
E o tempo não avisou, ficou quietinho esperando que a cena não terminasse. Mas já era hora, hora de ir pra casa, e a cena ali permaneceu... CEna congela!
( -Horas a meio-fio-)
M.P
Suspiros de um início
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
(Clarisse Lispector)
(Clarisse Lispector)
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