quinta-feira, 23 de julho de 2009

Aos olhos alheios

Agora todas as ações que ela observava, soava não como um instante daquela monotonia, que se passava mais lentamente, mas sim com um triste fim de desilusão. Um simples olhar podia fazê-la pensar em suas atitudes. Um riso alado, agora tinha o som festejante de uma surpresa já esperada. Todas aquelas vozes sem donos tinham um som fúnebre que destruía aos poucos o que pouco já queria. Chateava-se fácil, ria pouco e fazia menos amigos a cada dia. Seu riso efusivo, agora era uma dádiva agraciada por poucos. Parecia pálida, mas não estava, agora, ela pouco fazia questão de usar maquiagens ou ainda de pintar suas unhas de vermelho. Sentia-se viva, entretanto, queria um minuto sem respirar toda aquela imundície que os outros achavam comum estando tão impregnado em seus ares. Seu cérebro palpitava mais que seu coração. Resistia! Cansada, ela já não queria mais brigar ou ainda aquietar-se. Ela queria voltar a sentir-se tocada pela vaga nostalgia de um passado que jamais a pertencera.

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