quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma precisão absoluta

Uma precisão absoluta
no estreito caminho entre sua boca e minha pele
Entre o ar no meio dos corpos e a úmidade de lábios sedentos
Entre encontrar você e te perder numa palavra
Entre o que penetra e o que superficial arranha casca humana
Entre o medo da escolha e de olhos vendados se entregar
Entre as flores secas num vaso em caquinhos e a esperança de permanecer
Entre a corvardia de duvidar e uma exatidão técnicamente invisível
Entre o tédio e não fazer absolutamente nada
Entre ser livre e pensar como se fosse livre
Entre pensar como um filósofo e não saber o que passa na cabeça do outro
Entre uma lágrima e uma carta desesperada escrita a nanquim
Entre as letras borradas e sangue berrante nas veias
Entre o que há agora em presente laceado e o que virá com selo postal
Entre o TEMPO amarelado das correspôndecias e a atração dos opostos
Entre ser amanhecer e ansiar o entardecer solar do Alasca
Entre a violeta que desabrocha e o que a prata a preta têmpora assedia
Entre Shakespeare e morrer com romeu
Entre ser coração e esvair razão
Entre o convir e saber sair de cena
Entre ser forte o suficiente e ser suficiente
Entre o que me completa e o que esvazia o copo
Entre estar contigo e estar contigo...


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