Achou que doia por ser uma tristeza tão linda, dessas que se faz musica.
E ela fazia canções e achava que dessa vez ela ia aguentar.
Que era sempre tempestade, mas que é um cair de agua que faz a gente dançar.
Mas não dança. Ninguém dança.
Ela relampago e o mundo debaixo do lençol.
E ela chove sozinha. Chove de manhã e de madrugada. E chove muito.
Agora é quase outono e ela vai descansar.
Pra nunca mais ser nuvem, pra nunca mais chover.
Adeus.
(A.L)
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