sexta-feira, 25 de março de 2011

Ao Dia
(para ler correndo)

Levanta não acorda mas levanta come sai de casa a direção é a faculdade congestionamento louco. Aula de alguma coisa sai antes de terminar pega a bike e vai sentindo a coxa pegar fogo se prepara para dar aula. Uffa sai correndo porque engoli o almoço pedala pedala pedala chega ouvindo a voz do professor explicações sobre obturadores e diafragmas assim que termina padaria um pedaço de comida e se prepara pra outra aula dessa vez fazer aula e logo em seguida apressada vai correndo olhando a decoração pettit pois no chão da cidade. Ai quase não deu tempo mas a mãe vai busca e um pouquinho antes da meia noite em casa na frente do computador.

Á noite
(para ler deitado)

O relógio marca cinco da manhã. Cinco. E eu nem preguei os olhos, nem uma pescadinha de leve... o sono se escondeu muito bem escondido. Não que eu não esteja cansada, afinal corri o dia inteirinho. Tentei respirar, tomar um chazinho, me concentrei, apenas deixei o corpo marcar o colchão... e nada de dormir. Agora conto minhas noites pela quantidade de livros que leio, hahaha seria engraçado não fossem as olheiras que estão surgindo como fases da lua, neste momento quase lua cheia. Andei lendo muito livros.

Ao hoje

- Doutor, não consigo dormir... simplesmente fico lá depositada na cama como um fósforo a espera da queima. A cabeça nem pesa tanto, o corpo moído tá bem também.

- Durante o dia você escuta o mundo?
- Procuro escutá-lo a todo momento...

- Pra que escutar ele o tempo todo? Vai ver o mundo nem quer falar com você...
- É que eu quero tudo que o mundo possa me oferecer, sem perder as oportunidades com distrações bobas, por isso tanta correria. Como o tempo.

- Mas não queira ser do tamanha do mundo. Não podemos nos enganar, mesmo que quisessemos não conseguiríamos.
- Como assim?

- É que com o silêncio da noite é dificil suportar o barulho que vem de dentro. Aí o sono corre, quando você para.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Coisas aqui

Axei que não seria capaz, mas acabei me comportando bem com o silêncio. Senhor silêncio.

segunda-feira, 14 de março de 2011

sala de espera

Nua como papel de lua
na mão copo de whisssky
mmmm... preguiça.
Olhos fundos de memórias
e ainda é dia.
No relógio de pulso o tictac tá muito alto.
Bêbada de cólera.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Si te miras en un espejo

Chovia uma chuvinha insistente e carinhosa.
Se não segurasse uma sacola de papel, andaria balançando os braços bem desengonçada como só ela era. Numa mão um guarda-chuva verde, na outra a sacola de papelão.
Para cortar caminho, por conta da chuva, preferiu "enrapidar-se" pelo meio dum parque. Parque ao meio, era mais um parque ao meio. Olhava para os pés, para os pés dentro dos tênis. O barulho da chuva misturada com pisadas nas pedrinhas do chão e pessoas mal encaradas deixavam o ar suspenso. Uma perseguição paranóica de vontade de viver em filme.
Nessa imensidão inventada foi que tudo se acalmou, ou se agitou tanto que não podia definir.
Beirando o lago parou, bem na beiradinha do mundo. Do mundo dela e daquele mundo através do espelho.
A chuva fazia o lago ferver por dentro. Bom era isso que ela sentia, ali bem de pertinho não dava para ver a chuva caindo, só dava pra sentir que atravessava a superfície e fervia. O nariz quase tocava a fina e insípda camada de aguá (sólida,era concreto do ângulo que olhava) , a mão apoiada no chão e gotas brilhavam o anel do terceiro dedo de lá para cá. Queira ser gota e ferver por dentro, queria espelhar do lado de lá, só um pouquinho. Ia ser bem rapidinho. Mas ai lembrou de narciso e se afastou como quem leva um susto, não morreria por vislumbrar sua própria beleza. Mas morreria por qualquer coisa um pouco mais fervente de vida.

terça-feira, 8 de março de 2011

Não sei se é para mim
o que li e re-li hoje,
um milhão de vezes. Hoje um milhão de vezes. Hoje é.
só sei q li. E li cada vez uma vez só. E me senti só.
E no final achei que tinha lido era nada.
......E que coisa bela. Viajei com os ventos do norte e fui parar na sua sala.
Me senti sentada, sem tênis
de cabelo embaraçado de vento, olhando pra parede azul.
Não era para mim, me agarrei.