Chovia uma chuvinha insistente e carinhosa.
Se não segurasse uma sacola de papel, andaria balançando os braços bem desengonçada como só ela era. Numa mão um guarda-chuva verde, na outra a sacola de papelão.
Para cortar caminho, por conta da chuva, preferiu "enrapidar-se" pelo meio dum parque. Parque ao meio, era mais um parque ao meio. Olhava para os pés, para os pés dentro dos tênis. O barulho da chuva misturada com pisadas nas pedrinhas do chão e pessoas mal encaradas deixavam o ar suspenso. Uma perseguição paranóica de vontade de viver em filme.
Nessa imensidão inventada foi que tudo se acalmou, ou se agitou tanto que não podia definir.
Beirando o lago parou, bem na beiradinha do mundo. Do mundo dela e daquele mundo através do espelho.
A chuva fazia o lago ferver por dentro. Bom era isso que ela sentia, ali bem de pertinho não dava para ver a chuva caindo, só dava pra sentir que atravessava a superfície e fervia. O nariz quase tocava a fina e insípda camada de aguá (sólida,era concreto do ângulo que olhava) , a mão apoiada no chão e gotas brilhavam o anel do terceiro dedo de lá para cá. Queira ser gota e ferver por dentro, queria espelhar do lado de lá, só um pouquinho. Ia ser bem rapidinho. Mas ai lembrou de narciso e se afastou como quem leva um susto, não morreria por vislumbrar sua própria beleza. Mas morreria por qualquer coisa um pouco mais fervente de vida.
Se não segurasse uma sacola de papel, andaria balançando os braços bem desengonçada como só ela era. Numa mão um guarda-chuva verde, na outra a sacola de papelão.
Para cortar caminho, por conta da chuva, preferiu "enrapidar-se" pelo meio dum parque. Parque ao meio, era mais um parque ao meio. Olhava para os pés, para os pés dentro dos tênis. O barulho da chuva misturada com pisadas nas pedrinhas do chão e pessoas mal encaradas deixavam o ar suspenso. Uma perseguição paranóica de vontade de viver em filme.
Nessa imensidão inventada foi que tudo se acalmou, ou se agitou tanto que não podia definir.
Beirando o lago parou, bem na beiradinha do mundo. Do mundo dela e daquele mundo através do espelho.
A chuva fazia o lago ferver por dentro. Bom era isso que ela sentia, ali bem de pertinho não dava para ver a chuva caindo, só dava pra sentir que atravessava a superfície e fervia. O nariz quase tocava a fina e insípda camada de aguá (sólida,era concreto do ângulo que olhava) , a mão apoiada no chão e gotas brilhavam o anel do terceiro dedo de lá para cá. Queira ser gota e ferver por dentro, queria espelhar do lado de lá, só um pouquinho. Ia ser bem rapidinho. Mas ai lembrou de narciso e se afastou como quem leva um susto, não morreria por vislumbrar sua própria beleza. Mas morreria por qualquer coisa um pouco mais fervente de vida.
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