Ela voltava para casa todos os dias no mesmo horário, trazia um pedaço de bolo de alguma confeitaria que nunca me passou perguntar qual era. Café com bolo, a melhor coisa da vida. Mas aquele dia chovia. Campainha, Elisa esqueceu a chave?
Abri a porta. Com o cabelo caido sobre um dos olhos, vi a maquiagem derreter e manchar boa parte do seu rosto. Estava linda. A roupa molhada delíneava seu corpinho e ela arrepiava com frio do vento que soprava e balançava os penduricalhos da sua saia.
Na mão carregava um guarda-chuva e o manuscrito do seu último conto pro jornal, mas perdera algumas páginas no caminho. Bem... eu acho que perdera.
Parada na porta ela levantou o olhar borrado, sorriu fazendo aquele movimento nos lábios que me fazia querer mordê-los. "Elisa, você esta encharcada meu amor!" Quiz dizê-lo mas Elisa se precipitou porta a dentro num impulso que quase me beijou, roçou o nariz bem de leve no meu e seguiu reto. O perfume dela me invadiu . Eu havia me esquecido do perfume dela, como pude permitir isso? Ela correu até a janela embaçada da sala grudou a única folha que restou em sua mão ali , virou de supetão me puxando com o olhar. Eu ainda estava parado segurando a porta aberta. Tirei meu chapéu, lentamente fechei a porta sem desgrudar os olhos dos olhos dela. Elisa dançava loucamente "A mais bonita", eu queria guardá-la num pote. O cabelo respingava pra todo lado e ela rodava e rodava e rodava. Não sei o que acontecia no corpo dela, parecia que nunca mais dançaria. Era linda demais. Tomei-a nos meus braços e beijei-a. Nunca mais eu a deixaria.
Eu muito sonolento vi o quarto passar de vermelho para amarelo em poucos segundos, procurei Elisa tateado o lugar dela na cama, não estava. Desgarga de adrenalina no meu peito, escutava o pulso do coração. Sai correndo pela casa chamando por ela e nada. No banheiro não estavam suas coisas, no guarda-roupa faltavam algumas roupas. Desesperei, me deixei escorregar de costa para a porta que eu abrira para ela na noite anterior. Vi o papel que ela grudara no vidro da janela. Naquele instante o papel descolou e caiu suavemente no chão. Fui até ele , o sol refletido nas gotículas que sobraram da chuva projetavam um mini arco-íris bem no papel:
"... e pedaços comidos de frase no canto da página são como eu na vida dele: um lembrete singelo de que amor existe. Corri para ser e não apenas estar. Na tristeza do descaso me perdeu sem me deixar existir."
Abri a porta. Com o cabelo caido sobre um dos olhos, vi a maquiagem derreter e manchar boa parte do seu rosto. Estava linda. A roupa molhada delíneava seu corpinho e ela arrepiava com frio do vento que soprava e balançava os penduricalhos da sua saia.
Na mão carregava um guarda-chuva e o manuscrito do seu último conto pro jornal, mas perdera algumas páginas no caminho. Bem... eu acho que perdera.
Parada na porta ela levantou o olhar borrado, sorriu fazendo aquele movimento nos lábios que me fazia querer mordê-los. "Elisa, você esta encharcada meu amor!" Quiz dizê-lo mas Elisa se precipitou porta a dentro num impulso que quase me beijou, roçou o nariz bem de leve no meu e seguiu reto. O perfume dela me invadiu . Eu havia me esquecido do perfume dela, como pude permitir isso? Ela correu até a janela embaçada da sala grudou a única folha que restou em sua mão ali , virou de supetão me puxando com o olhar. Eu ainda estava parado segurando a porta aberta. Tirei meu chapéu, lentamente fechei a porta sem desgrudar os olhos dos olhos dela. Elisa dançava loucamente "A mais bonita", eu queria guardá-la num pote. O cabelo respingava pra todo lado e ela rodava e rodava e rodava. Não sei o que acontecia no corpo dela, parecia que nunca mais dançaria. Era linda demais. Tomei-a nos meus braços e beijei-a. Nunca mais eu a deixaria.
Eu muito sonolento vi o quarto passar de vermelho para amarelo em poucos segundos, procurei Elisa tateado o lugar dela na cama, não estava. Desgarga de adrenalina no meu peito, escutava o pulso do coração. Sai correndo pela casa chamando por ela e nada. No banheiro não estavam suas coisas, no guarda-roupa faltavam algumas roupas. Desesperei, me deixei escorregar de costa para a porta que eu abrira para ela na noite anterior. Vi o papel que ela grudara no vidro da janela. Naquele instante o papel descolou e caiu suavemente no chão. Fui até ele , o sol refletido nas gotículas que sobraram da chuva projetavam um mini arco-íris bem no papel:
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