quarta-feira, 19 de outubro de 2011

“Hope has two beautiful daughters: anger and courage; anger at the way things are, and courage to change them.”

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Hoje me falaram uma coisa que não me era racionalmente consistente, agora é.
Me exlicaram que a arte não é uma area de conhecimento, que aquilo que eu danço não tem como objetivo tratar as coisas como se pudessemos por numa lâmina, um pouco de mercurio e o mundo se abriria num microscópio. Não, arte é o que esta na relação intrínsica do ser humano com todas as coisas, com todas as possibilidades. O que transcende qualquer explicação, porque ela não é didática, ela é sentida. É substancial, é da base do ser humano, é o que move o ser humano sem que ele reconheça o que move. É o que Me move, a paixão.
Fiquei feliz em entender isso. Entendo pouco de muitas coisas. Mas fui sinceramente feliz durante os 10 minutos em que estavam me falando isso. Fui feliz porque entendi que tudo bem sofrer, chorar, não conseguir comer (me assusta isso), arrepiar, procurar um perfume que não vai achar, tatear o ar e sentir o vazio. Tudo bem sentir euforia e rir de desespero, de com ternura olhar uma criança na praça brincando com a leveza dos inocentes (embora crianças sejam más), de querer fotografar o beijo apaixonado dos namorados no meio da rua, sentar num banco e esperar o tempo passar... pra passar. Foi uma felicidade clandestina sentir que sinto e que me era sincero o gosto de não ter vontade. E por não ter, não precisar mover um dedo. Só sentir o vento acariciar o cabelo e amortecer os lábios. Não fugi de sentir, não dormi, fiquei de olhos abertos pensando. A tristeza nos deixa lúcidos (me disseram isso também). As vezes eu paro para escutar as pessoas, na maioria das vezes não. A minha felicidade de 10 minutos se completou mais ainda quando pensei: sorte minha me dar conta de todas essas coisas e não só me preocupar com a calça que rasgou quando tentou colocá-la um dia após ter chorado e esperneado semeando a discórdia, pq alguém que pensa isso ou realmente é muito bobinha, e fútil, ou quis ser só ruim. Afinal com coração não se brinca, não cabe não dar importancia pro que se sente. Conclusão científica: quis ser ruim. E acabou com a minha vida.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Atropelamento

Se não escrevesse enlouquecia.
Me enoja todo, todo esta súcio.
Que pasa con este mundo? Di-me?
Tem problema só querer viver? ser leve e vivo, contodas as cores, todos os sabores todos os aromas.
Hoje tenho raiva do mundo, tenho raiva dos meus.
Tenho um grito sufocado de decepção.
Tenho raiva por não ter feito nada, absolutamente nada.
Por ser um fracasso. Por ser imensidão em soluços.
Um elefante ninja obeso pasou por cima de mim,
que nem um amigo me contou uma vez.


Não temos ngm. Minha mãe sempre diz: "só a familia é que importa, quando vc precisar de alguém só terá a nós. Não há doçura suficiente que desamargue o coração dos que só passam por essa vida. Tenta existir,em mente e corpo, tenta ser alguém e isso sim vai fazer diferença."

Me enganaram dizendo: os bons são maioria. Essa coca-cola é uma merda mesmo.

“Que os justos avancem, avancem ainda que sejam imperfeitos e estejam feridos”.

*Uma manada de elefantes.
Não quaisquer elefantes, entretanto: elefantes ninjas!
Paquidermes versados na arte secreta do kung-fu shaolin.
Também traziam espadas. Afiadíssimas espadas samurai.
Sabe o que eles fizeram com as lâminas das espadas? Passaram Merthiolate! Só para na hora de cortar arder ainda mais. Pura sacanagem.
Cheguei a mencionar que além de tudo eles eram obesos?
O pior, porém, não eram os elefantes, mas o macaco... Sim, um macaquinho adestrado contratado pelos elefantes-obesos-ninjas para ficar rindo do lado de fora e apontando: "Hahaha, bem feito!".
Tudo isso aconteceu.
Tudo isso passou por cima do meu coração...
*



Tá tudo atrapalhado aqui dentro.
Tudo.